O trabalho de consultório é solitário?
Pelo menos para mim, a resposta é NÃO!
Discutir os casos de pacientes junto aos colegas e terapeutas sempre foi uma das prioridades do meu trabalho.
Desde jovem, estudante de medicina, sempre conversei com os agentes comunitários de saúde e com a equipe da UBSF sobre os pacientes — às vezes em reuniões propriamente ditas, mas, na maior parte das vezes, na copa da unidade, tomando um cafezinho.
Como residente de psiquiatria, mantive esse trabalho próximo aos colegas psicólogos, independentemente da abordagem, e aos demais colegas médicos e psiquiatras.
Hoje, preservo a interdisciplinaridade como uma das minhas prioridades: uma ferramenta incrível para caminhar no seguimento longitudinal dos meus pacientes, além de constituir uma troca na qual todos os profissionais envolvidos aprendem.
No hospital, mantemos uma reunião semanal de rotina para discussão e assistência interdisciplinar dos nossos pacientes.
E, no caso do consultório, nesta última semana — véspera de entrar de férias — tive 6 reuniões discutindo casos de pacientes com colegas psicólogos ou psiquiatras.
É isso. A Psiquiatria Infantil exige, por natureza, vários pontos de vista.
Multi é mais.

